domingo, 13 de junho de 2010
Dilma diz em discurso que é preciso somar forças
A candidata reiterou que, se eleita, fará uma gestão de coalizão. “É preciso somar forças hoje para alargar ainda mais o caminho aberto pelo presidente Lula”, afirmou. “Recebo com humildade a missão que vocês estão me confiando. Com humildade, mas com coragem e determinação. Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu primeiro militante: o presidente Lula”.
Mantendo um discurso dedicado às mulheres, Dilma disse ainda que, caso eleita, o seu governo será semelhante ao de Lula, mas com características femininas. “Uma mulher que fará um Brasil de Lula, mas com alma e coração de mulher”, disse.
Sobre o momento econômico e político do país, a candidata ressaltou as transformações promovidas pelo governo atual e os desafios para a próxima gestão. “São os desafios de quem acumulou e tem um patrimônio partidário e de realizações no governo”.
Fonte:DN online
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Primeira etapa da vacinação contra pólio será realizada amanhã
No total, 48 milhões de doses vão ser distribuídas na primeira e segunda etapas da campanha. A segunda fase será realizada no dia 14 de agosto.
De acordo com o ministério da Saúde, 115 mil postos de imunização em todo o país vão funcionar, envolvendo aproximadamente 350 mil pessoas e 42 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais).
Segundo a pasta, o Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado. Contudo, é necessário continuar com a vacinação, pois há o risco de importação do vírus de países que ainda registram casos da doença, como o Paquistão, a Índia, o Afeganistão e a Nigéria.
Este ano, aproveitando o clima de Copa do Mundo, o Zé Gotinha, principal personagem das campanhas de imunização para crianças, estará com o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira para ressaltar o slogan da campanha: “Vacinou, É Gol”.
As doses que previnem a paralisia infantil são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também estão disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que resulta em lesões no sistema nervoso, causando paralisia principalmente nos membros inferiores. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, via oral.
Fonte: Tribuna do Norte
Assembleia homenageia os 145 anos da Batalha do Riachuelo
Em sessão solene realizada na manhã desta quarta-feira [9], a Assembleia Legislativa homenageou os 145 anos da Batalha do Riachuelo, importante batalha naval da Guerra do Paraguai [1864-1870]. O evento, realizado no plenário da Casa, foi proposto pelo deputado Ricardo Motta, e contou com a participação de dezenas de membros da Marinha do Brasil.
A Batalha do Riachuelo ocorreu no dia 11 de Junho de 1865, às margens do Arroyo Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina. Ela foi uma das batalhas mais importantes da Guerra do Paraguai, conflito bélico travado entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. A vitória nessa batalha foi fundamental para a Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da Bacia Platina até a fronteira com o Paraguai.
Para receber a placa de homenagem da Assembleia Legislativa, foi escolhido o comandante do 3º Distrito Naval, o vice-almirante Airton Teixeira Pinho Filho. O deputado Ricardo Motta discursou sobre a importância da batalha e da Marinha do Brasil: “A sessão de hoje é uma homenagem à Marinha do Brasil, e seu importante papel na defesa da soberania nacional”, explicou.
Assembleia homenageia os 145 anos da Batalha do Riachuelo
Em sessão solene realizada na manhã desta quarta-feira [9], a Assembleia Legislativa homenageou os 145 anos da Batalha do Riachuelo, importante batalha naval da Guerra do Paraguai [1864-1870]. O evento, realizado no plenário da Casa, foi proposto pelo deputado Ricardo Motta, e contou com a participação de dezenas de membros da Marinha do Brasil.
A Batalha do Riachuelo ocorreu no dia 11 de Junho de 1865, às margens do Arroyo Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina. Ela foi uma das batalhas mais importantes da Guerra do Paraguai, conflito bélico travado entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. A vitória nessa batalha foi fundamental para a Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da Bacia Platina até a fronteira com o Paraguai.
Para receber a placa de homenagem da Assembleia Legislativa, foi escolhido o comandante do 3º Distrito Naval, o vice-almirante Airton Teixeira Pinho Filho. O deputado Ricardo Motta discursou sobre a importância da batalha e da Marinha do Brasil: “A sessão de hoje é uma homenagem à Marinha do Brasil, e seu importante papel na defesa da soberania nacional”, explicou.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
José Dias admite que cancelamento da sessão é “uma resposta ao Governo”
O deputado estadual José Dias (PMDB) admitiu que a medida de não realizar sessão, justificando o horário do regimento, foi uma resposta ao Governo do Estado.
“O Governo tem que entender que pode muito, mas não pode tudo. Não vou negar isso (abrir e fechar a sessão imediatamente) tem uma relação direta e absoluta com o projeto do remanejamento. Se o Governo tem uma bancada grande na Assembleia por que não pediu para os seus deputados chegarem cedo na sessão?”, comentou o deputado José Dias.
Fonte: Tribuna do Norte
Marina pede oração para se tornar primeira presidente negra do Brasil
Tornada oficialmente candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva pediu durante seu discurso na convenção do partido nesta quinta-feira a oração e a torcida dos presentes para que ela se torne a primeira mulher negra, de origem pobre, presidente do Brasil.
"Que cada homem e mulher que tem fé possa rezar. Os que não tem, possam torcer para que no dia 1º de janeiro o Brasil possa ter a primeira mulher negra, de origem pobre, na Presidência do Brasil", afirmou.Marina cutucou o presidente Lula e o PT quando comentava a tese do plebiscito defendida pelos petistas, ao criticar novamente a polarização da campanha. "Não vamos aceitar o veredicto do plebiscito, ele vai ser revogado pelo povo brasileiro".
Ex-petista que tenta impedir a eleição da candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, Marina saudou os presentes com um "companheiros e companheiras", frase comumente associada aos petistas. Em seguida, como sempre faz, agradeceu a Deus.
A canditata fez um afago ao vice, o empresário Guilherme Leal, que se atrapalhou por três vezes durante o discurso com a leitura do teleprompter. "Essa tua falta de jeito com a política só aumenta o nosso respeito pelo que tu és e vais fazer na Vice-Presidência. Quem faz política com P maiúsculo não treina como fala. Apenas faz".
Sobre Leal, que em seu discurso frisou a diferença nas origens de ambos, Marina disse que tinha que contar um segredo: "Eu queria fazer uma revelação. O empresário Guilherme leal é filho de paraense e comedor de açaí. O nosso encontro também está nas nossas origens, nas raízes que alimentam nosso coração", disse.
A senadora arrancou risadas da plateia em vários momentos. Um deles foi quando brincou com o início da trajetória de Leal, que começou a Natura, empresa de cosméticos, na garagem de casa. "Não estou dizendo para todo mundo sacar o FGTS e abrir um negócio de cosméticos em casa. Vão sair estragando o cabelo das pessoas".
Marina brincou com a criação do chamado "marinês", termos poucos conhecidos que ela usa na campanha. "Se não criamos o novo nas linguagens, nos processos, nas estruturas, vamos ficar no mesmo lugar", disse.
A candidata minimizou a falta de uma coligação. "Não temos política de aliança, pensando apenas com o velho cálculo pragmático de mais palanques, mais recursos, mais votos. Decidimos fazer aliança com os jovens, idosos, índios, negros, com todos os brasileiros e brasileiras que estão aqui".
Evangélica, Marina afirmou que uma das maiores conquistas do Brasil é ser um país laico. "Nesse país, uma das maiores bênçãos é sermos um país laico para que possamos respeitar todos que têm crença e todos aqueles que não têm crença. Esse é de fato uma grande conquista", disse.
A candidata disse que 20 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza nos últimos anos e elogiou Lula. "Não preciso, porque sou candidata por outro partido, negar esse feito e a grande conquista do operário Luiz Inácio Lula da Silva, que quebrou o paradigma. Antes se dizia que era preciso crescer para distribuir o bolo. O Lula mostrou que foi distribuindo que continuamos e crescemos."
A candidata, que é professora, cobrou uma reformulação no ensino e a valorização dos professores. "Esse país ainda está na estagnação na qualidade do ensino. Quarenta por cento das crianças que chegam ao ensino fundamental não concluem a 8ª serie. A escola precisa ser criativa, valorizar professores, para que a gente sinta orgulho de dar aula. Esse desafio não foi superado no país", afirmou.
Folha.com
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Passagem de Lula pelo RN vira prenúncio da disputa eleitoral
A prefeita Micarla e a senadora Rosalba Ciarlini, ambas oposicionistas, enfrentaram a animosidade de parte do público que foi ver o presidente.
Em sua 13ª visita ao Rio Grande do Norte, em quase oito anos de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou obras, anunciou investimentos e assinou os decretos do edital de licitação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante e da criação das ZPE’s (Zonas de Processamento de Exportações) de Macaíba e do Vale do Açu.
Mas, apesar do clima festivo, a passagem de Lula pela capital potiguar terminou servindo de prenúncio para a disputa eleitoral de outubro. O clima tenso permeou os discursos das autoridades políticas durante as cerimônias no bairro do Pajuçara (zona norte) e no Centro de Convenções, graças à animosidade entre grupos ligados ao governo e à oposição.
Na inauguração da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Pajuçara, pela manhã, a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) e a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), ambas adversárias dos governos estadual e federal, foram recebidas entre vaias e aplausos pelo público que lotou o lugar.
Micarla tentou contornar o clima hostil dizendo que administra a cidade “para quem votou e para quem não votou” nela. Na tentativa de esvaziar as manifestações contrárias das claques do PT e do PSB, a prefeita se disse grata ao presidente pela “parceria real” entre o município e o governo federal.
“Neste momento, não existem partidos políticos. Eu, o governador Iberê e o presidente Lula estamos unidos pelo bem do povo de Natal”, enfatizou a pevista.
O governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) discursou após a prefeita e, além de destacar a importância da inauguração da UPA, insistiu no discurso da necessidade de superar as “diferenças políticas” em favor da população.
Iberê, porém, mandou um recado aos adversários com quem dividia o palanque. “É bom ser parceiro e aliado do presidente Lula. Esse esforço está trazendo resultados para o Rio Grande do Norte”, disse, numa clara provocação a Rosalba Ciarlini e ao presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), cabeças da chapa oposicionista que vai disputar a sucessão potiguar.
Mais tarde, em discurso no Centro de Convenções, Iberê exaltou as ações do governo federal no Rio Grande do Norte e voltou a provocar os rivais.
“Alguns insistem em dizer que [o que o presidente fez pelo RN] foi pouco. É fácil ser aliado quando convém, mas nós somos aliados sempre, nas horas boas e difíceis. Desde o início somos aliados no Rio Grande do Norte, mas também em Brasília, diferente dos que são aliados aqui, mas em Brasília têm posição diferente”, declarou, arrancando aplausos da platéia.
O presidente Lula aproveitou os dois eventos para dizer que o Brasil “nunca viveu um momento tão excepcional”, fez um balanço das realizações do seu governo em Natal e no Estado e desafiou os adversários a provarem que investiram mais que ele no RN.
Lula classificou o aeroporto de São Gonçalo do Amarante e as ZPE’s de Macaíba e do Vale do Açu como “o início de um novo tempo na história do Rio Grande do Norte”, porque “vai criar novas indústrias e gerar milhares de empregos” em solo potiguar.
O presidente disse que as regiões mais desenvolvidas do país não queriam que o Norte e o Nordeste “tivessem a chance de se desenvolver”. Ele observou que “não podemos aceitar que o Brasil seja dividido em regiões que podem tudo e outras que não podem nada”.
“As estatísticas do IBGE mostravam que todos os investimentos iam para uma banda do Brasil, enquanto o Norte e o Nordeste só eram lembrados pela mortalidade infantil, analfabetismo e pobreza. Não queremos tirar nada de ninguém, mas só dizer que os povos do Norte e do Nordeste são brasileiros e têm os mesmos direitos do povo do Sul e Sudeste. Queremos que negros, índios e quilombolas sejam tratados como cidadãos, como os loiros de olhos azuis, para que todos tenham oportunidade de trabalhar, comer e ter acesso à cultura”, pregou, em tom entusiasmado.
Numa referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Lula conclamou os adversários a fazerem a comparação entre o presente e o passado do país.
“Os adversários deveriam comparar. Quando nos criticarem, eles têm que dizer o que fizeram. Eles vão ter que entender que governar este país é olhar também para a parte pobre. Os grandes empresários e as grandes empresas nunca ganharam tanto dinheiro quanto no meu governo, mas o pobre também ganhou. Fico com orgulho de saber que um torneiro mecânico ganhou eleições e, em sete anos, foi o que mais construiu universidades e colocou alunos nas escolas”, gabou-se.
Lula admitiu que “ainda há muito o que fazer”, mas disse ter “consciência que, em oito anos, fizemos pelo país o que nossos adversários não fizeram em 30 anos”.
“Falem o que quiserem falar, mas quando o povo está sentindo a comida na barriga e o dinheiro no bolso, pode vir qualquer notícia ruim. O povo brasileiro está vivendo um pouco melhor”, comemorou.

