terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Alencar tem novo sangramento e volta para a UTI

Do UOL Notícias
Em São Paulo
O ex-vice presidente José Alencar teve novo sangramento nesta terça-feira (4) e voltou a ser internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internado desde 22 de dezembro. A assessoria de imprensa do hospital informa que ele está consciente.
Estava previsto para esta terça-feira o reinício da quimioterapia do ex-vice-presidente, que luta há anos contra um câncer. No boletim médico divulgado no final da tarde de ontem (3), o hospital informou que José Alencar havia passado por uma série de exames de imagem.
O ex-vice-presidente da República está internado no Sírio-Libanês desde o dia 22 de dezembro por causa de um sangramento intestinal, agora contido pelos médicos, e que interrompeu o seu tratamento contra o câncer.
No último dia 1º, o político chegou a se vestir para ir à posse da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, mas não foi liberado pelos médicos. No entanto, ele deu entrevista de seu quarto no hospital.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Análise: Lula na economia

Na economia, as etapas difíceis que Lula teve que enfrentar ocorreram apenas no início do seu primeiro mandato e na crise de 2008-2009. Tanto assim foi que recentemente ele disse ter sido fácil tocar o governo.
As dificuldades iniciais aconteceram por culpa dele – vieram por conta das ameaças que as pessoas e o mercado sentiram em relação ao que seria seu governo na esfera econômica. A cotação do dólar subiu, a inflação também, o Banco Central teve que aumentar os juros e a economia sentiu o baque em 2002 e 2003.  Mas, inteligentemente, Lula logo abdicou de propostas malucas que tinha na cabeça, ali colocadas por companheiros radicais.
A partir de 2003 veio a forte expansão da economia mundial,  e exceto pela referida crise ele surfou confortavelmente nessa onda. FHC não teve essa facilidade - quase que só pegou crises:  no início, ainda enfrentou seqüelas da crise da dívida externa, que remonta aos anos 1980. Depois vieram as também externas de 1995, 1997 e 1998-1999. Assumiu um país que esteve perto da hiperinflação, também com seriíssimos problemas fiscais, e outros legados difíceis. Precisou fazer ajustes fiscais e reformas, privatizações e tudo o mais. Mesmo a dívida interna tinha componente cambial, que explodia em reais com os choques externos, aos quais o país sucumbia por ter escassas reservas.
Estudo economia há quase 50 anos. No Brasil, em grande parte desse período, a maior dificuldade era a mesma, conhecida como  escassez de divisas ou “restrição externa”.  Hoje, há excesso de divisas, com reservas perto de US$300 bilhões. Ao contrário de muitíssimas outras no passado,  a crise de 2008-2009 não foi de escassez de divisas, foi de dificuldades de crédito e de comércio exterior. O Brasil está na situação confortável de ter esses bilhões de reservas.  Já começa um desconforto, pois mantê-las custa muito caro.
Além de surfista da boa onda externa, costumo recorrer a outra metáfora para descrever Lula na economia,  a de que se comportou  como peão de touro manso. Num rodeio, quando o touro não pula bem, o peão não ganha pontos, tem que ser trocado.  Mas, assim como Chacrinha era o maior comunicador na TV, Lula merece esse título na política. Mesmo montando touros mansos, e enganosamente se atribuindo coisas que não vez, sai aplaudido.  Na única vez que montou um touro bravo, a já citada crise que veio em setembro de 2008, a economia caiu e até passou do chão, com um desempenho negativo em 2009. Mas Lula veio com a conversa da marolinha, e novamente enganou a platéia, deixando de reconhecer que de fato houve um vagalhão, que custou perto de R$200 bilhões, uma estimativa do crescimento que deixou de acontecer.
Sobre atribuir-se coisas que não fez, tome-se, por exemplo, os 14,7 milhões de empregos de empregos formais que atribui ao seu governo. Governo não gera tantos empregos, foi a economia que gerou, ajudada, por exemplo, pelos chineses.  Lula gerou mesmo foi cerca de cem mil empregos públicos, muitos deles desnecessários, em particular os providos sem concursos.
Para firmar bem minha visão, aqui vai outra metáfora, abusando delas como faz o próprio Lula: é como se antes dele  a economia fosse um barco encalhado na margem de um rio,  por período de seca.  Aí ele entrou no comando do barco, vieram chuvas, a água subiu, o barco também, pondo-se a navegar, e Lula diz que foi ele que conseguiu isso.
Reconheço que na área de crédito houve uma expansão benéfica, o que é um mérito, mas também apoiado em condições criadas por FHC, que ele não reconhece,  como a estabilidade da moeda e  juros mais baixos. E essa expansão foi também facilitada pelos avanços nas tecnologias de informação e comunicação, como no caso do crédito consignado. Já recorri a ele duas vezes. Na última vez, em apenas meia hora após chegar à agência bancária, o dinheiro já estava na conta.
Na área social também  houve avanços, mas assegurados por recursos tributários vindos da expansão da economia e baseados muitas vezes na expansão de programas já existentes, como o Bolsa-Família, que consolidou vários deles. Mas, nesse caso a questão não se resume em entrar no programa.  Como sair dele?  Lula não ofereceu resposta.
Em síntese, na economia, além de surfista da onda que veio de fora e peão de touros mansos, Lula foi um grande sofista, no sentido de que utilizou sua enorme habilidade retórica para defender argumentos enganosos ou logicamente inconsistentes. Seu sofisma usual é do tipo “se foi bom e aconteceu no meu mandato, foi de minha autoria”. E vem com um adendo: “se foi ruim, não é comigo”.
Seu maior mérito foi o de não atrapalhar as circunstâncias favoráveis. E, mesmo deixando sua própria herança maldita na área fiscal, e não alcançando um crescimento que poderia ter sido maior se houvesse se empenhado mais nos investimentos,  sai com todo esse prestígio, pois se criou essa mística em torno dele, graças ao seu poder de comunicação e às dificuldades da população e da própria mídia em analisar e entender o que se passou.
*Roberto Macedo, é economista (UFMG, USP e Harvard), professor associado à Faap e Vice-Presidente da Associação Comercial de São Paulo.

Deputado Ricardo Motta representa a Assembleia Legislativa do RN na posse dos secretários do governo Rosalba Ciarlini

Na manhã desta segunda-feira [3], a governadora Rosalba Ciarlini deu posse aos auxiliares que irão compor sua equipe de trabalho no governo do Rio Grande do Norte. A cerimônia, que aconteceu no Auditório Angélica Moura, da Secretaria de Estado da Educação, reuniu prefeitos, presidentes de Tribunais, desembargadores, juízes e representantes de instituições de ensino e financeiras.
O deputado estadual Ricardo Motta [PMN] esteve presente na solenidade representando a Assembleia Legislativa do RN.
Os parlamentares federais, Felipe Maia [DEM], Fábio Faria [PMN] e o senador José Agripino [DEM] também participaram do evento,
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A cerimônia de posse contou com a presença dos 21 auxiliares que ocuparão as Secretarias de Estado. Porém, entre eles, três tomaram posse simbolicamente por ainda estarem vinculados aos seus respectivos cargos: Betânia Leite Ramalho – Secretaria de Estado da Educação e da Cultura; Aldair da Rocha – Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social; Domício Arruda – Secretaria de Estado da Saúde Pública.
Os secretários empossados na manhã desta segunda-feira foram:
1. Gabinete Civil – Paulo de Tarso Pereira Fernandes
2. Assessoria de Comunicação Social do Governo do Estado – Alexandre Ferreira Mulatinho
Controladoria Geral do Estado – Francisco Melo
3. Consultoria Geral do RN – Tatiana Mendes Cunha
4. Procuradoria-Geral do Estado do RN – Miguel Josino Neto
5. Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças – Francisco Obery Rodrigues Júnior
6. Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca – Carlos Alberto de Souza Rosado [Betinho Rosado]
7. Secretaria de Estado da Administração e Recursos Humanos – Manoel Pereira dos Santos
8. Secretaria de Estado da Indústria e Desenvolvimento – Benito da Gama Santos
9. Secretaria de Estado do Turismo – Razmi Giries Elali
10. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Robinson Mesquita de Faria
11. Secretaria de Estado da Tributação – José Airton da Silva
12. Secretária Extraordinária de Cultura – Isaura Amélia de Souza Rosado
13. Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária – Antonio Gilberto de Oliveira Jales
14. Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania – Thiago Cortez Meira de Medeiros
15. Secretaria Extraordinária de Articulação com os Municípios – Esdras Alves de Queiroz
16. Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo 2014 – Demétrio Paulo Torres
17. Secretaria de Estado da Infraestrutura – Kátia Maria Cardoso Pinto
18. Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social – Luiz Eduardo Carneiro Costa
19. Secretaria de Estado da Educação e da Cultura – Betânia Leite Ramalho
20. Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social – Aldair Rocha
21. Secretaria de Estado da Saúde Pública – Domício Arruda

Na era da globalização, o que deveríamos ler?

Umberto Eco
  • Mesmo nos atendo somente à tradição ocidental, quais são os livros que as pessoas deveriam ler? Mesmo nos atendo somente à tradição ocidental, quais são os livros que as pessoas deveriam ler?
“O Cânone Ocidental” de Harold Bloom define o cânone literário como “a escolha de livros em nossas instituições de ensino”, e sugere que a verdadeira questão que ele suscita é: “o que o indivíduo que ainda deseja ler deveria tentar ler, a essa altura da História?” E ele observa que, na melhor das hipóteses, dentro do tempo de uma vida é possível ler somente uma pequena fração do grande número de escritores que viveram e trabalharam na Europa e nas Américas, sem contar aqueles de outras partes do mundo. Mesmo nos atendo somente à tradição ocidental, quais são os livros que as pessoas deveriam ler? Não há dúvidas de que a sociedade e a cultura ocidentais foram influenciadas por Shakespeare, pela “Divina Comédia” de Dante, e – voltando atrás no tempo – por Homero, Virgílio e Sófocles. Mas será que somos influenciados por eles porque os lemos de fato em primeira mão?

Isso lembra o argumento de Pierre Bayard, em “Como Falar Sobre Livros que Você Não Leu”, de que não é essencial ler de fato um livro de capa a capa para entender sua importância. Por exemplo, é nítido que a Bíblia teve uma profunda influência tanto sobre a cultura judaica como sobre a cristã no Ocidente, e mesmo sobre a cultura de não-crentes – mas isso não significa que todos aqueles que foram influenciados por ela a tenham lido do começo ao fim. O mesmo pode se dizer sobre os escritos de Shakespeare ou James Joyce. É necessário ter lido o Livro dos Reis ou o Livro dos Números para ser uma pessoa culta ou um bom cristão? É necessário ter lido Eclesiastes, ou basta simplesmente saber em segunda mão que ele condena a “vaidade das vaidades”?

Sendo assim, a questão do cânone não é homóloga à do currículo escolar, que representa o conjunto de obras que um estudante deverá ter lido ao fim de seus estudos. Hoje o problema é mais complicado do que nunca e, durante uma recente conferência literária internacional em Mônaco, houve um debate sobre o lugar do cânone na era da globalização. Se roupas de marca “europeias” são produzidas na China, se usamos computadores e carros japoneses, se até em Nápoles comem hambúrgueres em vez de pizza –  resumindo, se o mundo encolheu a dimensões provincianas, com estudantes imigrantes em todo o mundo pedindo para aprender sobre suas próprias tradições – então como será o novo cânone?

Em certas universidades americanas, a resposta veio na forma de um movimento que, mais do que “politicamente correto”, é politicamente estúpido. Como temos muitos estudantes negros, algumas pessoas sugeriram ensinar-lhes menos Shakespeare e mais literatura africana. Uma ótima piada à custa de todos aqueles jovens destinados a saírem pelo mundo sem entender referências literárias universais como o solilóquio do “ser ou não ser” de Hamlet – e, portanto, condenados a permanecerem à margem da cultura dominante. Se tanto, o cânone existente deveria ser expandido, e não substituído. Como foi sugerido recentemente na Itália, a respeito de aulas semanais de religião nas escolas, os estudantes deveriam aprender algo sobre o Corão e os ensinamentos do Budismo, bem como sobre os Evangelhos. Assim como não seria mau se, além de suas aulas sobre a civilização grega antiga, os estudantes aprendessem algo sobre as grandes tradições literárias árabe, indiana e japonesa.

Não faz muito tempo, fui a Paris para participar de uma conferência entre intelectuais europeus e chineses. Foi humilhante ver como nossos colegas chineses sabiam tudo sobre Immanuel Kant e Marcel Proust, sugerindo paralelos (que poderiam estar certos ou errados) entre Lao Tsé e Friedrich Nietzsche – enquanto a maioria dos europeus entre nós mal conseguia ir além de Confúcio, e muitas vezes com base somente em análises em segunda mão.

Hoje, no entanto, esse ideal ecumênico esbarra em certas dificuldades. Você pode ensinar a jovens ocidentais a “Ilíada” porque eles ouviram algo sobre Heitor e Agamêmon, e porque seus rudimentos de cultura incluem expressões como “o julgamento de Páris” e “calcanhar de Aquiles” (embora em um recente exame de admissão de uma universidade italiana um candidato tenha pensado que o termo “calcanhar de Aquiles” se referia a uma doença, como cotovelo de tenista).  Ainda assim, como conseguir fazer com que esses estudantes se interessem pelo poema épico sânscrito “O Mahabharata”, ou pelos poemas dos “Rubaiyat de Omar Khayyam” de forma que essas obras permaneçam em suas memórias? Será que realmente podemos adaptar o sistema educacional a um mundo globalizado quando a vasta maioria dos ocidentais cultos ignora totalmente que, para os georgianos, um dos maiores poemas na história literária é “O Cavaleiro na Pele de Pantera” de Shota Rustaveli? Quando acadêmicos não conseguem nem concordar se, na versão georgiana original, o cavaleiro do poema está na verdade usando uma pele de pantera e não de tigre ou de leopardo? Chegaremos sequer a esse ponto, ou continuaremos simplesmente a perguntar: “Shota o quê?”
Tradução: Lana Lim

domingo, 2 de janeiro de 2011

PRESIDÊNCIA

Dilma promete 'governar para todos os brasileiros'
Dilma Rousseff, em seu primeiro discurso como presidente do Brasil, chorou ao afirmar que será 'a presidenta de todos os brasileiros'.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Marcia Maia dá posse a nova governadora

A governadora eleita Rosalba Ciarlini e o vice-governador Robinson Faria foram empossados no início da noite deste sábado, 1, em concorrida sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no Teatro Alberto Maranhão (TAM). Estiveram presentes várias autoridades, entre políticos, magistrados e secretários estaduais, que acompanharam Rosalba discursar sobre as ações que pretende desenvolver, destacando os desafios que terá pela frente durante a sua gestão.

Entre as presenças, os senadores José Agripino, João Faustino, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, os deputados federais Betinho Rosado, Fábio Faria, Felipe Maia, Rogério Marinho e o deputado eleito Paulo Wagner, além dos presidentes do TJRN – desembargador Rafael Godeiro, do TCE, Valério Mesquita e da Câmara Municipal, vereador Edivan Martins.

A solenidade teve início às 18 horas e foi presidida pela presidente da Assembléia Legislativa, deputada Márcia Maia. A governadora eleita Rosalba Ciarlini chegou ao teatro acompanhada do marido e dos quatro filhos. O vice-governador, Robinson Faria, também chegou ao lado da família. No início da sessão solene, a presidente da AL designou uma comissão composta pelos deputados José Dias, Gustavo Carvalho, Raimundo Fernandes e Getúlio Rego para conduzir a governadora e o vice até a mesa. Rosalba e Robinson entraram no TAM ao som da música “O que é o que é”, de Gonzaguinha, executada pela banda da Polícia Militar do RN e foram bastante aplaudidos pelos presentes. Em seguida, Márcia Maia convidou os dois para prestar o compromisso constitucional e logo após houve a execução do hino nacional.

O primeiro secretário da AL, deputado Ricardo Mota, fez a leitura dos termos de posse, assinado por Rosalba e Robinson. Em seguida, a presidente da Assembléia fez a entrega da bandeira e da Constituição do estado do RN à Rosalba e ao vice. Na oportunidade, Márcia Maia também entregou um buquê de rosas à governadora.

Pronunciamento

Empossada, a governadora deu inicio ao seu primeiro discurso como chefe maior do Executivo e começou afirmando que está pronta para servir ao povo do Rio Grande do Norte. Rosalba disse que esse é um momento de intensa reflexão por ter sido a escolhida dos norte rio-grandenses. “Não tenho vergonha de confessar que neste momento meu primeiro sentimento é de reflexão por ter sido a escolhida para governar o RN. Sei que tudo isso oculta uma grande expectativa popular e desvendar essas expectativas será a minha missão. E digo que estou pronta para assumir o cargo de governadora do RN”, assegurou.

A governadora lamentou a desordem orçamentária e descontrole financeiro do governo anterior. “A comissão que designei para fazer um levantamento da real condição financeira do RN, constatou que existem fortes indícios de manipulação ilegal e indevida de recursos para fins diversos. Iniciaremos com a difícil tarefa de verificar o dano causado à saúde financeira do estado. Malgrado as atuais e sérias dificuldades financeiras do Estado, agravadas dramática e publicamente nos últimos dias, uma gestão pautada pela irresponsabilidade”,criticou.

Em seu pronunciamento, destacou a necessidade de medidas para sanear problemas principalmente nas áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública. Sobre a Saúde, Rosalba disse que é um setor que clama por socorro e remédio: “O cenário de desumanização não se harmoniza com o montante expressivo de recursos alocados ao estado pelo SUS, o que evidencia grave distorção gerencial de todo o aparato de saúde pública no estado”.

Quando mencionou a questão da educação, disse que iria devolver o aluno à sala de aula e ao estudo e para isso o magistério seria convocado para liderar um grande pacto envolvendo governo, alunos, professores, familiares e toda a sociedade. “A educação pública no Rio Grande do Norte vai superar seu próprio desafio, e dar o salto de qualidade que dela a sociedade espera”, disse.

Rosalba disse ainda que a prática administrativa será de racionalizar não só custos e despesas, mas até idéias e projetos, definindo o que for prioritário. A governadora também falou da relação que pretende ter com o governo federal. “Nada afasta o Rio Grande do Norte da presidenta Dilma Rousseff, a quem o RN manifesta seu respeito e a expressão de justificada confiança”, disse.

Ela também lembrou sua experiência política e administrativa como prefeita de Mossoró e senadora. Logo após seu discurso, ao encerrar a sessão solene, a deputada Márcia Maia parabenizou a governadora e o vice pelo êxito e se colocou à disposição para colaborar com a gestão. Márcia Maia fez uma menção especial ao vice Robinson Faria, que presidiu o parlamento estadual nos últimos oito anos.

Ao final da cerimônia houve a execução do hino do estado do RN. Encerrada a sessão, a governadora e o vice se deslocaram em carro aberto ao Salão Nobre do Palácio da Cultura, atual Pinacoteca, para a transmissão do cargo.

Castanhal recebe mostra de dança e teatro

Começa hoje (1º), às 19h, a Mostra de Teatro e Dança de Castanhal, organizada pelo Grupo de Teatro da UFPA. A programação segue até amanhã, com apresentação de dois espetáculos no auditório da Funcast, com entrada franca.
O espetáculo de dança “A Casa de Brinquedos”, com direção geral de Ana Cristina Rosana Rosário, é a atração de hoje. A montagem conta a história de Mateus, da Fada dos brinquedos e do Feiticeiro Malvado, que quer transformar todos os brinquedos em escravos para realizar suas maldades e conquistar o mundo, e somente com a ajuda das crianças esse plano poderá ser desfeito.
Amanhã (2), é a vez de “Máquina, a história de uma paixão sem limites”, do Grupo de Teatro Universitário da UFPA. Sob a direção de Ives Oliveira, o espetáculo “Máquina” se debruça sobre o “automatismo das relações cotidianas”. As máquinas entram em cena, e agora a todo vapor, para mostrar as relações humanas “em todo seu absurdo quase maquinário”. Como marca da pesquisa do Grupo de Teatro Universitário, a peça flerta com música o tempo inteiro.
O trabalho é resultado de uma preparação que aconteceu ao longo do ano de 2010. Nas palavras do diretor, “as várias partes do processo de criação se encaixaram como peças de uma máquina”. Ele afirma que “é impressionante como todo o material de cenas criado ‘conversava’ muito bem, com a idéia fundamental do trabalho, e com isso, temos uma apresentação não apenas de cena, mas de todo um leque de emoções vividas por todos nós mesmos durante os ensaios”, diz.
A mostra é uma realização do Instituto de Ciências da Arte – UFPA,  Escola de Teatro e Dança - UFPA e PARFOR – Programa Nacional de Formação Docente. (Diário do Pará)
SERVIÇO
Nos dias 1º e 2 de fevereiro, na Funcast (Fundação Cultural de Castanhal), Mostra de Teatro e Dança de Castanhal, com apresentação dos espetáculos “A Casa de Brinquedos” e “Máquina, a história de uma paixão sem limites”. Entrada franca. Informações: 9623-8051/3711-7137.